AVISOS

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O estranho‏



Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho,
> recém-chegado à nossa pequena cidade.
> Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador
> personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
> O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
> Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha
> família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
> Meus pais eram instrutores complementares:
> Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me
> ensinou a obedecer.
> Mas o estranho era nosso narrador.
> Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e
> comédias.
> Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber
> de política, história ou ciência.
> Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
> Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
> Fazia-me rir, e me fazia chorar.
> O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
> Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de
> nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha
> para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado
> alguma vez, para que o estranho fosse embora).
> Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o
> estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
> As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em
> nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer
> um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo,
> usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava
> meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se
> ruborizar.
> Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos
> animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
> Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os
> charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
> Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários
> eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
> Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados
> fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
> Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de
> meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
> Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para
> nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como
> era ao principio.
> Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais,
> ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém
> quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a
> fazer-lhe companhia...

> Seu nome?

> Nós o chamamos 
Televisor
...

Nota:


> Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.

> Agora ele tem uma esposa que se chama 
Computador

> e um filho que se chama 
Celular!


Desconheço o autor...


Em Cristo, 
MCA da IB Monte Tabot

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